Vida de mochileiro

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Carlos Eduardo, 28 anos, viaja pelo mundo levando apenas uma mochila desde os 24 anos. Já esteve em diversos lugares, como o Salar de Uyuni, na Bolívia, Macchu Picchu no Peru, e Ushuaia, na Argentina. A seguir, ele nos conta um pouco sobre suas aventuras e dá dicas para quem pretende pegar a estrada mundo afora.

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Quais os lugares que você considera mais interessantes para quem nunca fez mochilão?

A América do Sul como um todo é muito interessante. Aqui você encontra as mais diferentes paisagens e cenários, e o melhor: A um custo baixo. Além da proximidade dos países latinos, o que diminui bastante o valor das passagens, geralmente o ponto mais caro de uma viagem, a proximidade do espanhol com o português faz com que a comunicação se dê de maneira tranquila, mesmo pra aqueles que têm pouco contato com a língua. Em países como Argentina, Uruguai e Bolívia, por exemplo, que recebem um grande número de brasileiros anualmente, é comum achar vendedores e guias que falam português.

Quais as principais dicas que você pode dar para os iniciantes em viagens de mochilão?

Uma dica importante pra quem pretende fazer essas viagens é investir em um curso de línguas. Um bom inglês ajuda bastante, mesmo em países que não seja a língua nativa. Primeiramente pelo fato de que toda cidade turística investe no inglês de seus comércios e afins, segundo, porque te abre oportunidades para conhecer outras pessoas. O número de norte americanos, europeus e australianos que viajam o mundo falando apenas o inglês é enorme, e essas pessoas geralmente, têm histórias fantásticas a compartilhar. Outra dica é não economizar na mochila. O barato pode sair caro. Uma mochila cargueira boa hoje custa em torno de R$ 800,00 a R$1000,00. É um investimento alto, mas, que a longo prazo, é muito bom. Boa parte dessas mochilas, possuem garantia sem prazo final, ou seja, tendo cuidado você poderá mantê-la por muitos anos sem gastos adicionais.

O planejamento da viagem também é algo que pode facilitar muito. Uma boa pesquisa em hostels, cotação daquele país em relação ao real, ou dólar e custo médio de vida ali podem fazer com que você economize uma boa grana.A dica final é não se prender somente a pontos turísticos, e na medida do possível tentar conhecer os lugares por conta, sem uma agência que determinará o tempo e o horário que ficara em cada lugar. Além de deixar a viagem mais barata e prazerosa, uma vez que você decide o quanto gostou daquele lugar e quanto tempo permanecerá, te proporciona uma interação muito maior com as pessoas que ali vivem, o que pode ser muito enriquecedor.

Quais os lugares que você recomenda na hora da hospedagem do hostel?

Não tenho um site certo. Costumo usar o booking ou hostelworld para fazer essas reservas, levando-se em conta sempre a localização do hostel. Um lugar mal localizado, mesmo sendo mais barato, pode fazer com que você gaste muito mais com locomoção.

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O que você considera mais importante na escolha do hostel?

Bom, eu sou muito tranquilo com essas coisas. Mas alguns requisitos são essenciais para uma melhor estadia em um hostel.

Os primeiros são: Chuveiro com água quente e wi-fi. Pode parecer besteira, mas já aconteceu de me hospedar em um hostel e descobrir que não havia água quente para o banho, ou que a água quente só era disponibilizada em determinado horário, o que nem sempre bate com a sua programação. O wifi é importante para o contato com os familiares e amigos. Geralmente é nessa hora que você dá sinal de vida pra quem tá aqui.  E mesmo para pesquisas que te ajudarão no decorrer da viagem.

Os outros dois pontos que influenciam na minha escolha de hostel são café da manhã e limpeza. Particularmente gosto de hostels que oferecem bons cafés da manhã, afinal, numa viagem essa é a única refeição com horário certo. As demais vão se encaixar de acordo com a sua programação. Além disso, quando se está em outros países é sempre bom experimentar a culinária que pode ser bem diferente da nossa. No México, por exemplo, a maioria dos hostels servia omelete com feijão no café da manhã. Apesar de bastante diferente pra nós, eu me amarrei naquele “desayuno”, e já saia no pique pra conhecer os lugares.

Quanto à questão da limpeza, não é uma coisa que de pra ter muita certeza, mas a maioria dos hostels possuem avaliações de outros viajantes na internet com essa informação.

Toda viagem sempre tem alguma coisa desagradável, qual foi o pior perrengue que você teve que passar?

Mochilão sem perrengue não é mochilão. Imprevistos sempre acontecem durante uma viagem. O que vai definir se aquilo virará uma tragédia ou apenas boas histórias futuras é a maneira como você lida com eles. É muito importante manter a calma, e tentar pensar antes de tomar qualquer decisão nessas ocasiões.

Já passei por vários perrengues, mas os dois piores foram no Salar de Uyuni, na Bolivia, quando uma amiga teve uma forte crise de diarreia e vômito em um acampamento no meio do deserto a mais de 100 km da cidade mais próxima. Já não sabíamos o que fazer, ela realmente estava muito mal, pedimos ajuda as outras pessoas que estavam ali e encontrei um médico argentino, que rapidamente se prontificou a examiná-la. Na mesma hora tirou da maleta uma série de soros e medicamentos, deu pra ela, que dormiu e acordou bem melhor no dia seguinte. O segundo foi no México, já no dia de chegada. No país existe uma lei federal que proibi o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas. Eu, que não tinha pesquisado essa informação, sai durante a noite com uma garrafa de cerveja nas mãos. Fui abordado quase que na mesma hora por dois policiais que insistiram que teriam de me levar preso, pelo menos por uma noite. Depois de muitaaaaaaaaa conversa, explicações, dizer que não sabia, que no Brasil não era assim, tinha acabado de chegar, blá,blá,blá acabaram me liberando depois de eu dar um dinheiro pra que eles “tomassem um café”… e que café caro… a brincadeira me custou em torno de R$ 200,00. Então pesquise bem as leis de um local antes de visita-lo. Isso pode te livrar de algumas roubadas.

Qual dica você daria para quem tem vontade, mas tem medo de viajar sozinho?

Vai com medo mesmo! rs

O que posso dizer é que existem muito mais pessoas boas que ruins no mundo. Viajar sozinho pode parecer perigoso, o que nem sempre é verdade. A insegurança é comum, principalmente quando vamos a outro país com costumes diferentes dos nossos, mas com um pouco de simpatia sempre se consegue ajuda nos momentos necessários. Sozinho você se abre mais a conhecer outras pessoas e ao mesmo tempo tem um espaço só seu de autoconhecimento. De qualquer forma é importante ter cuidado sempre.

Eu diria então, que a pessoa faça uma viagem, menor e mais próxima, apenas pra acabar com esse medo. Logo vai ver que viajar sozinho não é nenhum “bicho de sete cabeças”.

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Destinos imperdíveis para curtir a solteirice

Viajar é sempre bom, independente do estado civil do viajante, solteiro, sozinho, namorando, casado, com amigos, com crianças. Porém existem destinos com mais atrativos para quem está a procura de uma boa balada e curtição.  Alguns destinos já são muito conhecidos como Las Vegas e outros nem tanto. Abaixo seguem algumas dicas para tirar o melhor proveito do seu status de relacionamento.

Amsterdam: Destino imperdível, conta com atrativos bem interessantes durante o dia como o museu da Heineken e durante a noite a curtição rola solta no Red Light e nas baladas e bares espalhadas pela cidade.

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Las Vegas: O mais conhecido pelos solteiros pelas famosas despedidas de solteiros que acontecem na cidade. Durante o dia rola a ressaca, as muitas festas na piscina (no verão), compras e passeios interessantes como o Madame Tussauds, e a noite a cidade é repleta de bares e baladas localizadas dentro dos hotéis.

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Porto Seguro: Um dos destinos preferidos pelos formandos e lotado na semana do saco cheio em outubro, as baladas em geral são de axé e rolam o dia inteiro nas principais praias da cidade.

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Cancun: Cancun é um destino interessante também para os solteiros, mas se você quer diversão de verdade, vá no Spring Break, realizado todos os anos no mês de março, é uma festa muito comum entre estudantes dos Estados Unidos e Canadá. Além das pool parties, as festas também são realizadas nos clubes e boates mais tradicionais da cidade: Coco Bongo,The City Cabana Beach. Site Oficial: http://springbreakoficial.com.br/

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Ibiza: Solteiro com bala na manga? Então não deixe de conferir as boas praias e festas de Ibiza, principalmente se é um bom fã da música eletrônica. A temporada vai de junho a outubro.

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Oktoberfest: A OKTOBERFEST vai muito além de uma festa da cerveja, é verdadeiramente um lugar para se divertir, para brindar a vida, comer comidas típicas, se empolgar nos brinquedos do parque e viver momentos inesquecíveis entre familiares, amigos, namorados e etc. Normalmente a temporada é em outubro, em 2015 será 7 a 25 de outubro. Site Oficial: http://www.oktoberfestblumenau.com.br/

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